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Lelé em Piri: exposição em Pirenópolis homenageia um dos maiores nomes da arquitetura brasileira

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Mostra inédita resgata a relação afetiva e profissional do arquiteto João Filgueiras Lima com o interior goiano, reunindo fotografias, memória e arquitetura em uma imersão sobre o legado de um dos maiores criadores da arquitetura brasileira do século XX


Cartaz amarelo da exposição “Lelé em Piri”, com tipografia geométrica em preto formando o nome “Lelé”, fotografia em preto e branco do arquiteto João Filgueiras Lima sentado e identidade visual da mostra realizada em Pirenópolis.
Cartaz oficial da exposição Lelé em Piri, que homenageia a trajetória do arquiteto João Filgueiras Lima e sua relação com o interior goiano. A mostra será realizada na Pousada Relais Amadeus, em Pirenópolis.

A partir de 23 de maio de 2026, Pirenópolis (GO) recebe a exposição multimídia “Lelé em Piri”, dedicada à vida e obra do arquiteto João Filgueiras Lima (1932–2014), um dos principais nomes da arquitetura brasileira do século XX. A mostra será realizada no Espaço Cultural Escultora Maria Guilhermina, na pousada Relais Amadeus, na região central da cidade.


Conhecido como Lelé, o arquiteto foi considerado por Lúcio Costa um dos maiores mestres da arquitetura nacional. Com trajetória marcada por inovação e compromisso social, destacou-se como pioneiro na industrialização da construção civil no Brasil, utilizando técnicas como argamassa armada e estruturas metálicas para criar edifícios eficientes, humanizados e de rápida execução.


“Mais do que uma homenagem, ‘Lelé em Piri’ é um convite à reflexão sobre o papel da arquitetura na transformação social. Lelé não projetava apenas edifícios — ele pensava sistemas, soluções e, sobretudo, pessoas. Trazer essa memória para Pirenópolis, região onde ele viveu e produziu de forma tão intensa, é reconectar território, história e futuro. É também uma forma de mostrar que a inovação na construção civil brasileira sempre esteve profundamente ligada ao compromisso com o bem-estar coletivo”, afirma Gilberto Lacerda Santos, responsável pela produção da exposição.

Relação com Pirenópolis e o interior goiano


A exposição resgata a relação do arquiteto com a região. Nos anos 1980, Lelé viveu e trabalhou em Abadiânia, a cerca de 70 km de Pirenópolis, onde desenvolveu projetos voltados à construção de escolas e creches rurais por meio de sistemas pré-moldados — um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória  .

Outro destaque é a conexão com o tradicional restaurante Jerivá, às margens da BR-060. Lelé foi responsável pelos primeiros traços do espaço, a convite de João Benko, contribuindo para a criação de um dos pontos mais emblemáticos da região  .


Legado e reconhecimento internacional


Ao longo de sua carreira, Lelé acumulou importantes prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais, consolidando-se como um dos maiores nomes da arquitetura brasileira. Entre eles estão a Medalha de Ouro da Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos, o Colar de Ouro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e o Prêmio Jabuti  .


A exposição reúne fotografias de Maylena Clécia Gonçalves e Tarcísio Paniago, disponíveis para venda no local, e propõe uma imersão na obra e no pensamento de um arquiteto que atuou ao lado de Oscar Niemeyer, participou da construção de Brasília e deixou um legado profundamente conectado à inovação e à função social da arquitetura.


Serviço


Exposição: Lelé em Piri

Local: Espaço Cultural Escultora Maria Guilhermina – Pousada Relais Amadeus

Endereço: Rua Caparaó, Quadra 1, Lotes 02 e 03, Setor Meia Ponte, Pirenópolis (GO)

Abertura: 22 de maio de 2026, às 20h (coquetel para convidados)

Visitação: A partir de 23 de maio de 2026

Horário: Terça a domingo, das 14h às 18h


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